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Hipismo movimenta bilhões e gera empregos além das pistas

02 ago 2026 às 17:03

O hipismo vai muito além das competições. Por trás de cada cavalo e de cada cavaleiro, existe uma ampla cadeia produtiva formada por criadores, treinadores, veterinários, tratadores, transportadores e diversos outros profissionais que mantêm o setor em funcionamento.


Foi em Wellington, na Flórida, um dos principais centros equestres do mundo, que essa estrutura pôde ser observada de perto. Durante a temporada de competições, a cidade recebe milhares de animais e atletas de diferentes países, transformando a economia local e evidenciando a força do segmento.


Para o cavaleiro brasileiro Rico Basano, a relação com os cavalos começou ainda na infância. Filho de uma criadora de cavalos da raça Mangalarga, ele cresceu em meio aos animais e encontrou no esporte a profissão que seguiria ao longo da vida.


Com anos de dedicação, treinamento e competições, Rico construiu uma carreira marcada por 50 títulos brasileiros, com destaque no hipismo rural, modalidade nacional, e no hipismo completo, modalidade olímpica.


Embora o público acompanhe apenas o desempenho nas pistas, a preparação de um cavalo atleta começa muito antes das competições. Segundo Rico, o processo tem início na genética, com seleção de garanhões, cruzamentos planejados e anos de melhoramento para desenvolver animais capazes de alcançar alto rendimento esportivo.


Durante a temporada em Wellington, a cidade abriga cerca de 14 mil cavalos. Fora desse período, o número gira em torno de 5 mil animais. A concentração de competidores, equipes e criadores movimenta uma cadeia econômica que gera bilhões de dólares e impulsiona diversos setores ligados ao universo equestre.


Cada cavalo que entra em uma prova depende de uma extensa estrutura de apoio. Além dos cavaleiros, o trabalho envolve profissionais responsáveis pela saúde, alimentação, treinamento, transporte e manejo dos animais.


Esse conjunto de atividades forma uma das maiores cadeias do agronegócio e do esporte. No Brasil, segundo Rico, o setor equestre emprega mais pessoas do que a própria indústria automobilística, demonstrando a relevância econômica do cavalo muito além das competições.

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