As lavouras de soja no Paraná entraram em uma fase crítica de desenvolvimento, exigindo atenção redobrada dos produtores no controle sanitário. O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural) reforça a importância do monitoramento estratégico para a tomada de decisão no uso de defensivos agrícolas, evitando aplicações desnecessárias ou tardias que possam comprometer os resultados financeiros da safra.
Monitoramento da Ferrugem Asiática
A ferrugem asiática segue como a principal ameaça fitossanitária da cultura da soja. O acompanhamento ocorre por meio de coletores de esporos, que permitem identificar a presença do fungo antes do surgimento dos sintomas visíveis nas plantas.
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Região de Maringá: Até o momento, os coletores não identificaram esporos do fungo.
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Região Oeste: Técnicos alertam que a ferrugem já foi detectada em municípios vizinhos, indicando a circulação do patógeno no estado.
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Recomendação: Os produtores devem consultar o Informativo Semanal do Alerta Ferrugem, divulgado pelo IDR-Paraná, para definir o momento correto da primeira aplicação de fungicida.
Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Com grande parte das lavouras na fase reprodutiva, o foco do manejo passa a ser o controle de percevejos, especialmente o percevejo-marrom.
“A recomendação é o uso do pano de batida. O controle químico deve ser iniciado quando for encontrada uma média de dois insetos por batida”, orientam os especialistas do IDR-Paraná.
Perspectivas da Safra 2025/2026
As projeções para o próximo ciclo são otimistas, indicando avanço tanto em produtividade quanto em produção total:
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Produtividade média: expectativa de aumento de 3.627 kg para 3.749 kg por hectare.
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Produção nacional: estimada em mais de 179 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% em relação às 171,9 milhões de toneladas da safra anterior.