A tecnologia e o melhoramento genético transformaram a produção agrícola em Holambra, no interior de São Paulo, reconhecida nacionalmente como o polo da floricultura.
Com foco no atendimento de datas de alta demanda, como o Dia de Finados, os produtores da região comercializaram mais de 120 mil vasos de crisântemos por meio de contratos antecipados, impulsionados pela introdução de mudas importadas da Europa que eliminaram o odor característico da espécie, fator que historicamente limitava a aceitação do produto em outras épocas do ano.
A adoção de variedades desenvolvidas por empresas internacionais de genética permitiu redefinir o perfil comercial da planta. Sem o aroma marcante associado tradicionalmente a ambientes funerários, a flor passou a integrar arranjos decorativos, eventos corporativos e buquês de presente, expandindo expressivamente a procura por parte de decoradores e floristas ao longo de todo o calendário anual.
O avanço na qualidade das flores é sustentado também pela modernização dos processos nas estufas, que abrigam cerca de 180 mil vasos na região. A substituição dos métodos tradicionais de aspersão e gotejamento por sistemas automatizados de irrigação por inundação do solo garante que a água seja absorvida de baixo para cima de forma homogênea.
A técnica otimiza o uso de recursos hídricos, reduz desperdícios e assegura o crescimento uniforme das plantas, consolidando o investimento em sustentabilidade e biotecnologia como motores de agregação de valor ao agronegócio de flores.