Um novo herbicida com duplo modo de ação entrou em processo de avaliação regulatória no Brasil, com foco no manejo de plantas daninhas resistentes em áreas de soja e milho. O produto, chamado rimisoxafeno, ainda não possui autorização para comercialização ou uso no país.
A FMC Corporation informou que submeteu às autoridades brasileiras o dossiê regulatório do ingrediente ativo. Este é o segundo pedido de registro do produto no mundo, após a solicitação apresentada à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), em julho de 2026.
A tecnologia é direcionada a um mercado que reúne aproximadamente 50 milhões de hectares de soja e mais de 20 milhões de hectares de milho. Entre os desafios de manejo estão o caruru-roxo, que apresenta registros de resistência ao glifosato e aos inibidores da acetolactato sintase (ALS), e o caruru-palmeri, considerado uma planta daninha de quarentena regulamentada.
“Os produtores brasileiros enfrentam desafios complexos de resistência a herbicidas que exigem soluções novas e diferenciadas”, afirmou Leonardo Bastos, vice-presidente e diretor de marketing da FMC.
Segundo o executivo, a submissão do rimisoxafeno para análise no Brasil representa um passo no desenvolvimento da tecnologia para o mercado brasileiro e para o manejo de plantas daninhas resistentes.
Duplo modo de ação
Classificado nos Grupos 12 e 32 pelo Comitê de Ação de Resistência a Herbicidas (HRAC), o rimisoxafeno foi desenvolvido para diversificar os programas de manejo e auxiliar no controle de plantas daninhas resistentes a outros produtos.
De acordo com testes de campo realizados pela FMC, o ingrediente ativo apresentou atividade contra plantas daninhas de folhas largas, incluindo espécies de sementes pequenas e resistentes a outros herbicidas.
A submissão das formulações deverá ocorrer conforme o avanço do processo regulatório. O cronograma e uma eventual aprovação dependem da análise das autoridades competentes.