Agro

Oferta restrita e atraso na colheita sustentam alta do feijão em janeiro, aponta indicador Cepea/CNA

05 fev 2026 às 16:10

O mercado brasileiro de feijão fechou o mês de janeiro em forte alta, puxado principalmente pela pouca oferta e pelo atraso na colheita da primeira safra. Segundo o indicador Cepea/CNA, os preços subiram na maioria das regiões acompanhadas, com destaque para o feijão preto e o feijão carioca de melhor qualidade.


Ao longo do mês, o feijão carioca teve a maior valorização dos últimos quatro meses, enquanto o feijão preto registrou a maior alta mensal desde o início do acompanhamento do Cepea/CNA, em setembro de 2024. O cenário é bem diferente do observado em janeiro do ano passado, quando os preços estavam em queda.


Feijão preto – Tipo 1:
A maior procura e a oferta limitada fizeram os preços subirem, especialmente em Curitiba (PR), onde a valorização foi de 9,1% na última semana de janeiro, influenciada também pelas vendas para outros estados. No acumulado do mês, o feijão preto ficou quase 14% mais caro que em dezembro. Apesar da alta, os valores ainda estão abaixo dos preços registrados no mesmo período do ano passado.


Feijão carioca – Qualidade superior:
A falta de grãos de melhor padrão fez os preços reagirem com força. Entre os dias 22 e 29 de janeiro, as cotações subiram mais de 10% em regiões como o Noroeste de Minas, Itapeva (SP) e Curitiba (PR). No mês, a alta foi de 4,9%, deixando o produto cerca de 10% mais caro do que em janeiro de 2025.


Feijão carioca – Qualidade intermediária:
Os grãos de qualidade média também ficaram mais caros, diminuindo a diferença de preço em relação ao feijão premium. Em janeiro, esse tipo atingiu os maiores valores desde setembro de 2024, com aumento de 5,1% em relação a dezembro e de 19,3% na comparação com o ano anterior.