As oscilações climáticas no Brasil prejudicam a produção de frutas, verduras e hortaliças na safra atual.
A alternância entre calor intenso, frentes frias e temporais reduz a oferta de alimentos frescos e pressiona os preços nos centros urbanos.
Agricultores relatam que viradas de tempo em prazos inferiores a 12 horas interrompem o desenvolvimento das plantas e paralisam a colheita.
A quebra no ritmo de produção gera escassez imediata nos entrepostos do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e eleva o desperdício pós-colheita.
Para conter perdas na lavoura, produtores recorrem à irrigação artificial, aumentando os custos com água e energia elétrica.
Esse encarecimento na origem é repassado aos feirantes e supermercados monitorados pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).
Frutas mais delicadas, como morango, nectarina e pêssego, enfrentam redução na oferta e perda de padrão comercial nas bancas.
Comerciantes enfrentam dificuldades para selecionar produtos viáveis diante do impacto térmico no transporte e na distribuição.
A instabilidade do tempo reverteu a tendência de queda nas cotações que vinha sendo registrada entre julho e agosto.
A expectativa do setor é que a regularização das chuvas restabeleça o ciclo produtivo e alivie a pressão sobre a cesta básica sob acompanhamento do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).