Agro

Pecuária de precisão deve movimentar US$ 12 bi até 2030

05 ago 2026 às 12:35

O mercado global de pecuária de precisão deve alcançar a marca de US$ 12,12 bilhões (cerca de R$ 67 bilhões) até o ano de 2030. A projeção, elaborada pela consultoria internacional MarketsandMarkets, reflete o avanço progressivo do uso de sensores, automação e análise de dados no cotidiano das propriedades rurais brasileiras.


Essa transformação no campo esteve no centro dos debates durante a 52ª Expoleite, realizada em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná. Durante o evento, soluções em infraestrutura elétrica, automação e conectividade dividiram espaço com máquinas e equipamentos modernos voltados para a bacia leiteira.


A pecuária de precisão baseia-se na aplicação de ferramentas digitais para monitorar e gerenciar o rebanho de forma individual ou coletiva, aumentando o rendimento da produção de leite e otimizando a tomada de decisões no agronegócio.


Infraestrutura técnica e manutenção ágil


Segundo especialistas do setor, a propriedade rural moderna aproxima-se do funcionamento de uma indústria conectada. O investimento em infraestrutura básica é apontado como fundamental para evitar paralisações e prejuízos operacionais na rotina do campo.


Sensores acompanham a temperatura dos animais, sistemas monitoram o maquinário em tempo real e identificações industriais facilitam as manutenções técnicas. A sinalização adequada de painéis elétricos, motores e estruturas reduz o tempo de máquina parada e otimiza a eficiência no manejo diário das cooperativas e propriedades.


Conforto térmico e gestão integrada

Além do acompanhamento dos equipamentos, o controle contínuo das condições ambientais nos galpões influencia diretamente o rendimento do rebanho. Sensores instalados nas instalações medem variáveis como temperatura, ventilação e iluminação para garantir o conforto térmico das vacas em lactação.


A digitalização integra dispositivos de automação, iluminação técnica e plataformas de gestão em uma central unificada de dados. Essa mudança no setor produtivo também altera o perfil dos profissionais envolvidos na atividade leiteira, atraindo engenheiros, especialistas em TI e equipes de planejamento para o gerenciamento das fazendas.

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