Apesar de o plantio da soja já estar liberado em parte do Paraná, as chuvas registradas na primeira quinzena de setembro têm dificultado o trabalho das máquinas e atrasado a semeadura no campo.
Até o momento, menos de 5% dos 5,76 milhões de hectares previstos para a cultura foram cultivados.
O plantio começou de forma pontual nas regiões Norte, Noroeste e Oeste, após o fim do vazio sanitário, mas segue em ritmo lento.
Na região Oeste, em municípios como Cascavel e Toledo, a área cultivada está entre 12% e 13%. Já no Noroeste, o plantio alcança apenas cerca de 2%, índices abaixo da média registrada em anos anteriores para o período.
Expectativa para a safra
Para o Paraná, a expectativa é de uma produção superior a 22,5 milhões de toneladas de soja.
Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma área de 49,3 milhões de hectares e produção de 181,6 milhões de toneladas.
A previsão é de que o ritmo das semeadoras ganhe força e se concentre principalmente a partir de 20 de outubro, dependendo das condições meteorológicas.
Clima exige atenção dos produtores
Além das dificuldades para a entrada das máquinas nas lavouras, o clima úmido e as temperaturas registradas têm contribuído para uma germinação mais lenta. Em algumas áreas, a emergência das sementes tem levado de 5 a 9 dias.
Outro ponto de atenção é a conservação do solo. Diante da possibilidade de novos episódios de temporais associados ao El Niño, produtores são orientados a reforçar práticas como a manutenção de curvas de nível e de estradas rurais.
As medidas ajudam a reduzir o risco de erosão e prejuízos no escoamento da produção ao longo da safra.