O agronegócio paranaense começou 2026 com o pé no acelerador, transformando o Porto de Paranaguá no grande motor da economia nacional neste primeiro trimestre. O destaque absoluto ficou por conta do óleo de soja, que teve um crescimento de 38% nas vendas para fora. Para se ter uma ideia da força do nosso estado, de cada dez litros de óleo de soja que o Brasil exportou entre janeiro e março, sete saíram pelos terminais paranaenses, atendendo principalmente a fome dos mercados da Ásia e da África.
Além do óleo, a soja em grão e a carne de frango também registraram números impressionantes. As exportações de grãos subiram 12%, enquanto quase metade de todo o frango exportado pelo país saiu por Paranaguá, um salto de 15% no volume embarcado. Países como China, Japão e Emirados Árabes continuam sendo os principais clientes, reforçando a qualidade e a eficiência da logística paranaense, que é referência mundial quando o assunto é colocar comida na mesa do planeta.
Por outro lado, o cenário internacional trouxe desafios para quem planta. A importação de fertilizantes registrou uma queda no período, reflexo direto das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O conflito acabou mexendo com os preços e com a disponibilidade desses insumos, dificultando a chegada de adubo vindo de parceiros tradicionais como a Rússia e o Canadá. Mesmo com esse entrave, o porto segue batendo recordes de produtividade e mantendo o Paraná no topo do agronegócio brasileiro.