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Preço do café moído tem menor valor dos últimos 12 meses

08 ago 2026 às 10:19

O preço do café moído registrou retração no bolso do consumidor brasileiro e atingiu, em julho de 2026, o menor patamar verificado nos últimos 12 meses. Segundo um levantamento da empresa de soluções corporativas VR, o pacote de 500 gramas do produto chegou à média de R$ 22,93, o que representa uma queda de 21,2% em relação a julho de 2025, quando custava R$ 29,09.


De acordo com o estudo, a bebida iniciou uma fase de alívio no caixa após o pico de maio de 2025, momento em que o pacote de 500g bateu a marca de R$ 29,71. Apesar do ciclo de baixas observadas no último ano, o patamar atual continua superior aos valores registrados antes da disparada de preços iniciada em 2023, quando a mesma embalagem saía por R$ 13,63.


Variação por formato e alta no solúvel


A redução no custo do produto também refletiu nas embalagens de 250g. Em julho de 2026, a versão menor foi negociada pela média de R$ 18,38 — o menor valor do ano —, marcando recuo de 10,6% na comparação com os R$ 20,56 apontados em julho do ano passado. O ápice desse formato ocorreu em junho de 2025, cotado a R$ 21,03.


Em contrapartida, as opções em cápsula e solúvel demonstraram comportamento diferente ao longo de 2026:


  • Café em cápsula: Oscilou entre R$ 15,00 e R$ 16,00, fechando julho em R$ 16,47 (frente aos R$ 17,09 de julho de 2025).

  • Café solúvel: Permaneceu estável na faixa de R$ 14,00 a R$ 15,00. Contudo, na comparação anual, a categoria acumulou alta de 14,5%, subindo de R$ 12,84 para R$ 14,70.


Mapeamento de cupons fiscais e consumo real


A pesquisa utilizou algoritmos de inteligência artificial para escanear mais de 17 milhões de notas fiscais eletrônicas emitidas em comércios de todas as regiões do Brasil. Os produtos foram rastreados e identificados com base na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).


Conforme o diretor-executivo da VR, Cassio Carvalho, o grande diferencial da metodologia é aferir a transação real do caixa e não apenas as etiquetas de prateleira.


"Não se trata de um simples levantamento de preços. Os dados revelam o valor realmente pago por cada item no caixa, independentemente do meio de pagamento usado (cartões, Pix ou benefício). Esses indicadores orientam a indústria a ofertar promoções e cashback no nosso SuperApp, ajudando o dinheiro do trabalhador a render mais", afirmou o executivo.

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