Agro

Preço do suíno vivo registra queda acentuada em fevereiro; setor monitora crise no Oriente Médio

05 mar 2026 às 11:06

O mercado de suinocultura enfrentou um cenário de forte desvalorização no mês de fevereiro, com quedas expressivas tanto na comparação mensal quanto anual.


Panorama de Preços (Praça SP-5)


A região que abrange Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba apresentou os seguintes indicadores:


Período, Valor Médio (R$/kg), Variação (%)
Janeiro/2026, R$ 8,24, -
Fevereiro/2026, R$ 6,91, -16,1%
Fevereiro/2025, R$ 8,66, -20,2%


Causas da Retração


Segundo pesquisadores do Cepea, dois fatores principais explicam o recuo nos preços:


Demanda Industrial: Houve uma retração na procura por parte da indústria por lotes de animais no mercado independente.


Oferta Interna: Essa diminuição na busca resultou em um desarranjo da oferta disponível no mercado nacional.

Impactos Logísticos e Geopolíticos


Embora o mês de março tenha iniciado, o setor mantém a atenção voltada para o conflito no Oriente Médio, especificamente envolvendo o Irã:


Destino da Carne: A região não é considerada um destino prioritário para a carne suína brasileira, principalmente por questões religiosas.


Gargalos Logísticos: A principal preocupação dos exportadores reside no fechamento de canais estratégicos de escoamento.


Custos Operacionais: Agentes do setor temem o aumento nos valores de fretes e seguros marítimos caso o conflito se alastre para outros países.

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