A tendência de alta foi generalizada nos atacados brasileiros. No Rio de Janeiro (RJ), os preços subiram 40,8%, com a caixa comercializada a R$ 107,00. Em Campinas (SP), o valor médio chegou a R$ 105,83 (+32,7%), enquanto na capital paulista a alta foi de 15,8%, com o produto cotado a R$ 88,00/cx.
Clima e fim de safra reduzem oferta
Segundo pesquisadores do Cepea, a escalada nos preços é reflexo direto de uma menor oferta de tomates com padrão de qualidade comercial nas praças produtoras. O cenário foi agravado pela combinação de chuvas frequentes e calor excessivo, condições climáticas que prejudicam o desenvolvimento do fruto e dificultam a colheita.
Além dos fatores climáticos, a desaceleração natural da produção contribuiu para o desabastecimento relativo. Algumas regiões que atingiram o pico de produção da primeira parte da safra de verão — entre dezembro e a primeira semana de janeiro — reduziram o ritmo de envios, caminhando para o encerramento desta etapa do ciclo produtivo.
Impacto para o consumidor
Para o consumidor final, o aumento nas centrais de abastecimento deve ser repassado às prateleiras dos supermercados e feiras livres nos próximos dias. No agronegócio, o tomate é conhecido por sua alta volatilidade de preços, sendo extremamente sensível a variações climáticas.
O acompanhamento das cotações é fundamental para o planejamento tanto de produtores quanto de varejistas, especialmente em períodos de transição de safra, quando a irregularidade na oferta tende a ser mais acentuada. O setor agora observa a evolução climática nas praças de verão para projetar a normalização do abastecimento.