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Preços do leite sobem e Paraná tem novos mercados de suínos

21 jun 2024 às 09:28
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

No mês de maio, dois dos principais derivados lácteos ficaram mais caros no varejo paranaense: o leite em pó e o leite longa vida, que subiram 1,61% e 5,86%, respectivamente. No entanto, quando comparados a maio de 2023, os valores estão mais baixos. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).


O documento, referente ao período de 14 a 20 de junho, informa que o maior custo de produção e a volume de captação reduzido nessa época do ano costumam contribuir para elevar os preços pagos aos produtores, o que, consequentemente, faz com que o consumidor pague mais caro no supermercado. Segundo o Deral, é provável que a alta ainda se estenda inverno adentro, o que pode limitar a demanda e diminuir o espaço desses alimentos na mesa da população.


Apesar disso, na comparação com maio de 2023, os preços estão 5,73% e 4,71% mais baixos para o leite em pó e o leite longa vida, respectivamente. Na avaliação do médico veterinário do Deral, Thiago de Marchi, com a previsão de um inverno menos rigoroso e com os menores preços dos grãos em 2024, é provável que os aumentos sejam contidos, diminuindo o risco de atingir patamares como os de 2022, quando o preço do litro de leite longa vida chegou a R$ 6,96 na média estadual, durante o auge da estação.


SUÍNOS – Nos últimos cinco anos (2019 a 2024), o Paraná estabeleceu ou renovou parcerias com diversos países para exportação de carne suína.


Segundo dados do Agrostat/Ministério da Agricultura e Pecuária, 13 países que não adquiriram carne suína paranaense em 2018 importaram mais de uma tonelada no acumulado dos cinco primeiros meses de 2024. São eles, em ordem de volume aproximado adquirido em 2024: República Dominicana (647 t), Maurício (292 t), Malásia (168 t), Quênia (81 t), Camboja (78 t), Laos (35 t), Afeganistão (28 t), Guiné (27 t), Timor-Leste (27 t), Tanzânia (26 t), Nauru (23 t), Uzbequistão (20 t) e Dominica (5 t).

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Apesar de não representarem os maiores volumes exportados pelo Paraná, a ampliação das relações comerciais com esses países reflete a contínua busca por novos mercados e demonstra a confiança dos importadores na qualidade do produto paranaense, segundo analisam os técnicos do Deral.


FRANGO – O boletim também analisa dados da Pesquisa Trimestral de Abates de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 6 de junho, sobre o abate nacional de frangos de corte. Os três estados da região Sul, principais criadores e produtores de carne de frango, apresentaram o seguinte desempenho em 2024 (número de cabeças abatidas e volume de carne produzida em toneladas): Paraná (550,742 milhões / 1,182 milhão), Santa Catarina (316,974 milhões / 460,058 mil) e Rio Grande do Sul (189,222 milhões / 329,964 mil).


TRIGO E MILHO – O plantio de trigo chegou a 91% das áreas, a frente do registrado para o mesmo período em 2023, apesar da seca que atinge boa parte do Estado e dificulta o avanço da semeadura em algumas áreas. A seca também tem se mostrado bastante prejudicial para algumas lavouras, a se destacar os problemas de germinação desuniforme.


Além de dados mundiais e nacionais, o Boletim também traz as perspectivas para a produção de milho no Paraná. O Estado deve fechar a safra com uma produção superior a 14 milhões de toneladas. No último relatório do Deral a estimativa foi de 15,8 milhões de toneladas, sendo 2,6 milhões da primeira safra, já totalmente colhida, e 13,2 milhões da segunda safra que se encontra em plena colheita, porém com produtividades abaixo do esperado em várias regiões do Estado. Com o avanço da colheita é razoável uma revisão para baixo da estimativa de produção.


OLERICULTURA – O Paraná tem na produção de grãos, cereais e proteínas animais a pujança de seus negócios rurais, gerando em 2023 um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 197,8 bilhões, provenientes de um universo de atividades agropecuárias. A participação da Olericultura frente à potência do campo estadual encontra uma parcela girando ao redor de 3,5% do montante, e que em 2023 pode alçar os R$ 7,0 bilhões para a atividade.

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