Agro

Produção de carne suína atinge recorde de 5,65 milhões de toneladas no Brasil

26 mar 2026 às 11:15

O setor suinícola nacional alcançou um marco histórico em 2025, consolidando os resultados de investimentos contínuos e a resiliência da cadeia produtiva. De acordo com dados consolidados do IBGE, a produção de carne suína no Brasil atingiu o recorde de 5,65 milhões de toneladas no ano passado, o que representa uma alta de 5,5% em comparação ao desempenho de 2024. O crescimento reflete a eficiência tecnológica das granjas brasileiras, que conseguiram ampliar a oferta mesmo diante de desafios sanitários e logísticos globais enfrentados ao longo do último período.


Para o primeiro trimestre de 2026, o cenário apresenta uma dinâmica de preços desafiadora para os produtores. Estimativas do Cepea indicam que a disponibilidade interna do produto vem crescendo de forma constante desde janeiro, atingindo volumes significativos no mercado doméstico. Esse excesso de oferta, somado a uma demanda interna enfraquecida no início do ano, explica os atuais baixos valores de comercialização, ainda que as exportações brasileiras sigam bastante aquecidas e absorvam parte considerável da produção nacional.


A tendência para o mês de abril, no entanto, aponta para uma possível inversão na curva de preços. Analistas preveem uma diminuição no ritmo de abates nas próximas semanas, o que deve limitar a quantidade de carne disponível no varejo e nos atacados. Se os embarques para o exterior continuarem firmes, a redução da oferta interna poderá gerar uma pressão positiva nos valores pagos ao produtor, aliviando as margens de lucro que foram comprimidas nos primeiros meses deste ano.


Outro fator determinante para o otimismo do setor é o calendário religioso e cultural. O encerramento do período da Quaresma, época em que tradicionalmente o consumo de proteína animal sofre retração, tende a elevar a procura por cortes suínos nos supermercados. Especialistas acreditam que essa retomada da demanda, aliada ao controle da produção, resultará em uma reação consistente nos preços internos tanto do animal vivo quanto dos principais cortes, equilibrando novamente a balança comercial do setor suinícola em 2026.

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