A colheita do milho de verão está chegando ao fim e o plantio da segunda safra já está praticamente concluído, mas o clima virou o principal motivo de insônia para os agricultores. De acordo com pesquisadores do Cepea, o foco agora total está no tempo quente e seco que atinge o Paraná, Mato Grosso e Goiás. Embora a produção para a temporada 2025/26 ainda prometa ser volumosa, a falta de chuvas regulares nos últimos dias acendeu o sinal amarelo para quem depende da umidade para garantir uma boa colheita no campo.
No mercado, o movimento de compra e venda de milho está em ritmo de espera, com negociações bastante limitadas. De um lado, os compradores estão abastecidos com o que sobrou da safra passada e acreditam que os preços vão cair nas próximas semanas, já que a safra de verão foi positiva. Do outro lado, os produtores começaram a "segurar" o produto, esperando que o valor suba caso o clima seco continue prejudicando as plantações e diminua a oferta do grão no futuro próximo.
Essa queda de braço entre quem vende e quem compra deixa o setor em um estado de especulação climática. Enquanto as máquinas terminam os trabalhos finais da primeira safra, os olhos não saem dos termômetros e dos mapas de previsão do tempo. A expectativa é que, se o volume de chuva continuar pequeno, o impacto no desenvolvimento das plantas force uma reação nos preços, mudando o cenário de estabilidade que vinha sendo observado até agora nas principais regiões produtoras do país.
Para o produtor paranaense, o momento é de cautela e monitoramento constante. Com as altas temperaturas castigando as lavouras jovens da segunda safra, qualquer mudança no regime de chuvas será decisiva para definir se o prejuízo será evitado ou se haverá quebra na produção. Por enquanto, o mercado segue em compasso de espera, aguardando definições tanto do céu quanto das planilhas de custos para retomar o ritmo normal das exportações e do consumo interno.