Agro

Safra do milho encolhe em 2026 e estoques baixos preocupam o setor

03 mai 2026 às 08:00

O mercado de milho no Brasil vive um momento de tensão e divisão por causa do clima. De um lado, estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul receberam chuvas recentes que trouxeram um alívio para as plantações de inverno. Do outro, a seca castiga a região central do país, especialmente em Goiás e no Triângulo Mineiro, onde a estiagem prolongada está "queimando" o potencial das lavouras e deve reduzir drasticamente o que será colhido.


A situação é grave e os números mostram o tamanho do prejuízo. Em Goiás, a estimativa de colheita caiu de quase 12 milhões de toneladas para apenas 7,8 milhões, um tombo gigantesco. No Mato Grosso do Sul, a perda esperada é de mais de 1 milhão de toneladas. Ao todo, a chamada "safrinha" brasileira sofreu um corte de 7 milhões de toneladas, o que acende um sinal amarelo para quem depende do grão para tratar animais ou produzir alimentos.


Com esse cenário, a produção total de milho no Brasil em 2026 deve fechar em 134,1 milhões de toneladas, uma queda de 10 milhões em comparação com a safra anterior. Isso significa que vai sobrar menos milho estocado no final do ano — o estoque deve cair de 22 milhões para apenas 16 milhões de toneladas. Para o consumidor e para o produtor, o recado é direto: com menos oferta no mercado, os preços devem continuar subindo ou se manterem elevados nos próximos meses.

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