Os preços do milho continuam em queda na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea, pressionados pelo aumento da oferta no mercado brasileiro. A entrada da safra de verão e os elevados estoques remanescentes da temporada anterior ampliaram a disponibilidade do cereal e influenciam diretamente as negociações.
Segundo pesquisadores do Cepea, compradores relatam facilidade nas negociações e aguardam novas reduções nas cotações.
Parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas vendas no mercado spot.
A necessidade de liberar espaço nos armazéns para receber os volumes da safra de verão de soja e milho também influencia o cenário.
Além disso, muitos produtores buscam formar caixa, o que aumenta a pressão sobre os preços.
Apesar da tendência de baixa, o mercado acompanha com atenção as condições climáticas nas regiões produtoras da segunda safra.
Algumas áreas enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, o que pode afetar o potencial produtivo das lavouras.
Outro fator monitorado pelos agentes do mercado é a previsão de frentes frias para regiões produtoras.
Caso as condições climáticas adversas se confirmem, a produção pode sofrer impacto.
Até o momento, a Conab projeta produção de 109,11 milhões de toneladas na segunda safra de milho.
O mercado segue dividido entre a pressão causada pela ampla oferta e a preocupação climática nas lavouras da safrinha, cenário que deve continuar influenciando os preços nas próximas semanas.