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UENP cria projeto para produzir embriões de gado Purunã

06 set 2026 às 12:53

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) lançam um projeto para acelerar o melhoramento genético da raça bovina Purunã. A iniciativa será desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e terá duração de quatro anos.

O projeto recebe R$ 4,45 milhões do Fundo Paraná e prevê a instalação de dois laboratórios especializados na produção in vitro de embriões.


A meta é produzir 4.500 embriões de Purunã ao longo de três anos, ampliando a oferta de animais com genética superior para pecuaristas.


Laboratórios serão instalados no Paraná


As estruturas serão implantadas no campus da UENP em Bandeirantes, no Norte do Estado, e no campus da UFPR em Palotina, na região Oeste.


A pesquisa utilizará seleção genômica para identificar os animais com melhores características produtivas e maior resistência a parasitas, especialmente carrapatos.


Depois da seleção de touros e matrizes, os pesquisadores produzirão os embriões em laboratório. As propriedades rurais parceiras receberão o material para implantação e acompanharão o desenvolvimento dos animais.


Os dados coletados no campo serão utilizados para aprimorar as avaliações genéticas do rebanho Purunã.


Ciência para aumentar produtividade


A proposta busca unir reprodução assistida e ciência genômica para reduzir o tempo necessário entre gerações e aumentar a precisão na escolha dos animais que apresentam as melhores características.

Com isso, a expectativa é gerar ganhos de produtividade e sustentabilidade para a pecuária paranaense e ampliar a oferta de reprodutores de alto valor genético.


Raça Purunã ganha novas oportunidades


Desenvolvida pelo IDR-Paraná ao longo de mais de 30 anos, a raça Purunã reúne características de Canchim, Charolês, Aberdeen Angus e Caracu.


O gado é reconhecido pela adaptabilidade a diferentes condições climáticas, resistência a parasitas e qualidade da carne.


O projeto também conta com a participação das universidades de Guelph, no Canadá, e da Geórgia, nos Estados Unidos, que vão contribuir com pesquisas nas áreas de genética e melhoramento animal.


A expectativa é beneficiar criadores, cooperativas e produtores de leite, que poderão utilizar a genética dos animais para diversificar a produção e aumentar o valor dos bezerros.


Com o avanço da pesquisa, a intenção é fortalecer a cadeia da carne bovina, ampliar a disponibilidade de genética superior e aumentar a competitividade da pecuária do Paraná e de outros estados.

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