O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou publicamente, nesta segunda-feira (21), em Nova Iorque, que o governo do Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte do excedente de sua cota de exportação de carne bovina destinada ao mercado da China. A medida foi tratada no âmbito da agenda bilateral e de comércio agrícola entre os dois países.
O anúncio ocorreu após tratativas sobre temas da agenda bilateral, abrangendo infraestrutura e comércio agrícola entre os governos.
Apesar da declaração, o acordo não implica em permissão imediata para o Brasil exportar à China, já que a gestão da cota é do governo chinês.
Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou inicialmente que não dispunha de detalhes sobre os volumes exatos dessa cessão de cota, afirmando que buscaria um posicionamento oficial. Não há, até o momento, detalhamento técnico oficial por parte dos ministérios da agricultura de ambos os países sobre os limites de tonelagem exatos dessa cota cedida.
O governo chinês aplicou uma cota para exportação de carne bovina e o Brasil está limitado a exportar 1,106 milhão de toneladas em 2026, volume que chegou ao limite em meados de agosto. Após atingir este limite, os exportadores passam a pagar uma tarifa de 55% sobre as exportações do produto.