O bolso do motorista que opta pelo álcool começou a nova safra com uma notícia importante. O preço médio do etanol hidratado em abril registrou o menor patamar em termos reais desde junho de 2024, de acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ. Essa queda é resultado direto do aumento da oferta no mercado, já que a moagem da cana-de-açúcar foi acelerada nas usinas graças ao tempo seco e ao baixo volume de chuvas no campo, permitindo que as máquinas trabalhassem em ritmo intenso.
Mesmo com as distribuidoras agindo com cautela e realizando compras apenas em volumes pequenos, a quantidade de etanol comercializada pelas usinas de São Paulo deu um salto impressionante. Os dados mostram um crescimento de 75,1% nas vendas em relação ao mês anterior, e quase 25% a mais do que o registrado em abril do ano passado. No entanto, essa abundância de produto no mercado e os preços baixos começam a preocupar os produtores do Centro-Sul do Brasil.
O cenário agora é de incerteza para o setor sucroenergético, que liga o sinal de alerta para o desempenho da safra 2026/27. Com o açúcar e o etanol desvalorizados, os agentes do mercado temem que a rentabilidade das usinas seja prejudicada ao longo do ano. Enquanto o setor produtivo se preocupa com as margens de lucro, o mercado segue atento para ver se esse recuo nos preços das usinas continuará chegando com força às bombas dos postos de combustíveis.