O setor de máquinas agrícolas deve manter a trajetória de crescimento em 2026, embora em um ritmo menos acelerado. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a projeção para o segmento é de uma alta de 3,4% no faturamento para o próximo ano. O número representa uma desaceleração quando comparado ao desempenho de 2025, ano em que o setor registrou um salto de 7,4%, atingindo uma receita robusta de R$ 66,75 bilhões.
Essa moderação nas expectativas reflete o atual momento de cautela do produtor rural brasileiro. De acordo com a análise setorial, três fatores principais pesam sobre a decisão de investimento:
Commodities em baixa: A queda nos preços internacionais de soja e milho pressiona as margens de lucro.
Crédito caro: As taxas de juros ainda elevadas dificultam o financiamento de bens de capital.
Custo de produção: O alto valor dos insumos limita o fluxo de caixa para a renovação de frotas.
Apesar do cenário mais desafiador no agro, a indústria de máquinas e equipamentos como um todo demonstra resiliência. O setor planeja investir R$ 10,07 bilhões em 2026, com foco total em modernização tecnológica e ganhos de eficiência, visando atender a uma demanda por máquinas cada vez mais conectadas e precisas.