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Ataques de Israel matam nove paramédicos no sul do Líbano, diz OMS

29 mar 2026 às 09:58

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, neste sábado (28), que nove paramédicos morreram e outros sete ficaram feridos em ataques israelenses no sul do Líbano. No total, 51 profissionais da saúde foram mortos em março. 


Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, março foi o segundo mês mais mortal para profissionais da saúde no Líbano desde quando a agência da ONU começou a monitorar os ataques aos serviços de saúde no país em outubro de 2023.


Conforme Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 120 profissionais de saúde ficaram feridos no Líbano desde o início da escalada de violência, em 2 de março, a maioria no sul do país do Oriente Médio. 

Devido os ataques, quatro hospitais e 51 centros de cuidados primários de saúde estão fechados, limitando o acesso a cuidados essenciais “em uma altura em que são mais necessários”. 


“Os profissionais de saúde estão protegidos pelo direito internacional humanitário e nunca devem ser alvo de ataques. A única maneira de acabar com essas tragédias é acabar com os ataques ao sistema de saúde, agora!”, escreveu o diretor-geral da OMS. 

Jornalistas mortos em ataques no Líbano

Um ataque de Israel no sul do Líbano neste sábado (28) matou três jornalistas, sendo dois repórteres e um cinegrafista, segundo as emissoras Al Mayadeen e Al Manar. Os veículos de imprensa são ligados ao grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã. 

A Al Manar afirmou que seu correspondente Ali Shoeib morreu em um ataque próximo à cidade de Jezzine. 

No mesmo bombardeio, Fatima Ftouni, repórter do canal Al Mayadeen, e seu irmão Mohamed, cinegrafista, também foram mortos, segundo as emissoras. Pouco antes do bombardeio, Ftouni havia entrado ao vivo com um boletim no local.

Israel reconhece ter mirado Shoeib

Exército israelense reconheceu ter mirado Shoeib, o acusando de ser um "terrorista da unidade de inteligência da Força Radwan do Hezbollah".

Israel afirma que Shoeib atuava "sob o disfarce de jornalista" para "expor a localização de soldados das Forças de Defesa de Israel que operam no sul do Líbano e ao longo da fronteira". A nota não citou a morte dos demais profissionais.

A emissora Al Manar não respondeu às acusações israelenses, mas descreveu Shoeib como um jornalista "distinto por sua cobertura profissional e precisa dos acontecimentos".

Autoridades libanesas condenaram o ataque. O presidente do país, Joseph Aoun, classificou a ação como um "crime flagrante que viola todas as leis e acordos que protegem jornalistas".

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