A principal e mais eficaz forma de prevenção contra a doença é a imunização, oferecida de forma gratuita no sistema público. O Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza diferentes vacinas para bloquear as principais cepas causadoras da inflamação. O calendário inclui a vacina meningocócica conjugada, focada no sorogrupo C, a pneumocócica 10-valente, e a pentavalente, que além de proteger contra a meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo B, também atua na prevenção de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
Um bebê de seis meses, morador de Papanduva, no norte de Santa Catarina, morreu na última terça-feira (28) em decorrência de meningite. A criança estava internada no Hospital Infantil de Joinville. Segundo a Secretaria de Saúde do município, a vítima estava com o esquema vacinal incompleto, tendo recebido apenas a primeira dose do imunizante contra a doença, enquanto a segunda aplicação, prevista no calendário nacional, encontrava-se atrasada.
O órgão municipal de saúde informou que o episódio é considerado um caso isolado e destacou que todas as medidas de prevenção e monitoramento já foram adotadas para proteger a população e evitar novos contágios. A infecção, que atinge predominantemente as crianças, apresenta alta taxa de mortalidade e pode deixar graves sequelas, como surdez, perda de movimentos e danos ao sistema nervoso. Devido à gravidade, os pacientes necessitam de acompanhamento médico por pelo menos seis meses após a doença.
Meningite: o que é e o que fazer para se proteger
A meningite é caracterizada pela inflamação das meninges, que são as membranas responsáveis por envolver todo o sistema nervoso central. O quadro clínico pode ser desencadeado por diversos fatores, incluindo reações alérgicas a medicamentos, câncer e a ação de micro-organismos como fungos e parasitas. No entanto, o Ministério da Saúde alerta que as variações virais e bacterianas são as de maior relevância para a saúde pública, devido à rápida disseminação e ao potencial de provocar surtos.
O órgão ressalta que as infecções bacterianas são mais comuns nas estações de outono e inverno, enquanto as virais registram maior incidência na primavera e no verão, afetando principalmente o sexo masculino.
Entre as causas bacterianas, destacam-se a ação do pneumococo e do meningococo, especialmente a bactéria Neisseria meningitidis, que pode infectar pessoas de qualquer faixa etária. O tratamento da doença depende diretamente do agente causador.
A meningite viral, semelhante a outras viroses, não possui um tratamento específico e costuma ser combatida pelo próprio organismo, exigindo apenas medicamentos para o alívio de sintomas como dor e febre. Por outro lado, o tipo bacteriano é significativamente mais grave e demanda internação hospitalar imediata para a administração intravenosa de antibióticos.