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Caso Master: PF acha dinheiro jogado por janela em SC e apreende R$ 429 mil

11 fev 2026 às 17:26

A Polícia Federal (PF) apreendeu hoje R$ 429 mil, em espécie, e dois veículos de luxo, durante buscas realizadas em Santa Catarina, em operação que mirou bens de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência.


Antunes foi preso pela PF na semana passada, na segunda fase da operação Barco de Papel, que apura o aporte de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master.


Segundo a PF, quando os agentes chegaram a um dos locais de busca e apreensão, uma pessoa jogou uma mala de dinheiro pela janela. A corporação informou ainda que os R$ 429 mil em espécie foram apreendidos nesse mesmo endereço.


No último dia 3, quando ocorreu a prisão de Deivis Antunes, outras duas pessoas próximas a ele foram detidas por suspeita de obstrução de Justiça ao tentar retirar bens e veículos de luxo de um apartamento de Antunes.


Hoje, a PF realizou as buscas para reaver esses bens retirados de imóveis alvos da PF na semana passada, em Balneário Camboriú (SC) e Itapema (SC). A operação foi autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.


Outro lado: a coluna entrou em contato com a defesa de Deivis Antunes, que afirmou que não iria se manifestar neste momento.

Balanço da operação

Segundo divulgou a PF, foram apreendidos na terceira fase da Operação Barco de Papel:


R$ 429 mil reais, em espécie;

dois veículos de luxo;

dois aparelhos celulares;

diversos documentos

Prisões

Deivis Antunes foi preso temporariamente na última semana por suspeita de obstrução de Justiça e ocultação de provas.


Também foram detidos os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz, que teriam retirado os bens de Deivis do imóvel.


Na última sexta-feira, a Justiça converteu a prisão de Deivis e Rodrigo de temporária para preventiva, quando não há prazo para soltura.


Rafael Schmitz, por sua vez, foi colocado em liberdade.

Caso Master

A operação Barco de Papel é um dos desdobramentos do Caso Master. Na última semana, a PF também fez buscas em endereços de pessoas ligadas à Amprev (Amapá Previdência), que aportou cerca de R$ 400 milhões no Banco Master.


Nos dois casos, do Rioprevidência e Amprev, os gestores da autarquia eram indicados por políticos do União Brasil.


No Rio de Janeiro, Deivis Antunes foi indicado por Antônio Rueda, presidente do União Brasil.


Na Amprev, o presidente era indicado de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.