A Polícia Federal (PF) apreendeu hoje R$ 429 mil, em espécie, e dois veículos de luxo, durante buscas realizadas em Santa Catarina, em operação que mirou bens de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência.
Antunes foi preso pela PF na semana passada, na segunda fase da operação Barco de Papel, que apura o aporte de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master.
Segundo a PF, quando os agentes chegaram a um dos locais de busca e apreensão, uma pessoa jogou uma mala de dinheiro pela janela. A corporação informou ainda que os R$ 429 mil em espécie foram apreendidos nesse mesmo endereço.
No último dia 3, quando ocorreu a prisão de Deivis Antunes, outras duas pessoas próximas a ele foram detidas por suspeita de obstrução de Justiça ao tentar retirar bens e veículos de luxo de um apartamento de Antunes.
Hoje, a PF realizou as buscas para reaver esses bens retirados de imóveis alvos da PF na semana passada, em Balneário Camboriú (SC) e Itapema (SC). A operação foi autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Outro lado: a coluna entrou em contato com a defesa de Deivis Antunes, que afirmou que não iria se manifestar neste momento.
Balanço da operação
Segundo divulgou a PF, foram apreendidos na terceira fase da Operação Barco de Papel:
R$ 429 mil reais, em espécie;
dois veículos de luxo;
dois aparelhos celulares;
diversos documentos
Prisões
Deivis Antunes foi preso temporariamente na última semana por suspeita de obstrução de Justiça e ocultação de provas.
Também foram detidos os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz, que teriam retirado os bens de Deivis do imóvel.
Na última sexta-feira, a Justiça converteu a prisão de Deivis e Rodrigo de temporária para preventiva, quando não há prazo para soltura.
Rafael Schmitz, por sua vez, foi colocado em liberdade.
Caso Master
A operação Barco de Papel é um dos desdobramentos do Caso Master. Na última semana, a PF também fez buscas em endereços de pessoas ligadas à Amprev (Amapá Previdência), que aportou cerca de R$ 400 milhões no Banco Master.
Nos dois casos, do Rioprevidência e Amprev, os gestores da autarquia eram indicados por políticos do União Brasil.
No Rio de Janeiro, Deivis Antunes foi indicado por Antônio Rueda, presidente do União Brasil.
Na Amprev, o presidente era indicado de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.