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Corpo de menino de 11 anos que morreu envenenado por chumbinho é sepultado

14 jun 2026 às 12:20

O corpo de Arthur Mello da Silva, de 11 anos, foi sepultado no cemitério de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, sob forte comoção e pedidos de justiça por parte de amigos e familiares. A criança morreu após passar quase duas semanas internada em estado grave decorrente de um envenenamento por chumbinho, um raticida cuja comercialização é proibida em território nacional.


A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para descobrir as circunstâncias do contato da vítima com a substância tóxica e identificar os responsáveis pelo crime.


Os relatos apontaram que o menino começou a passar mal no dia 1º de junho, logo após retornar da escola. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores registraram o momento exato em que o pai do garoto chegou de carro, em alta velocidade, para prestar socorro e encaminhar o filho ao hospital.


Diante do quadro clínico grave, Arthur permaneceu sob cuidados médicos intensivos por cerca de 14 dias antes de ter o óbito confirmado.


Cronologia dos fatos e indícios de contaminação


A reconstrução dos últimos passos da vítima foi o foco central do trabalho dos agentes da delegacia local. Conforme as informações fornecidas pela família, Arthur passou o último fim de semana de maio na residência da mãe.


Durante a permanência no local, o menino participou de uma festa de aniversário, de onde decidiu levar um pedaço de bolo de chocolate para consumir na casa do pai, onde residia habitualmente.


O laudo oficial emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovou a ingestão de chumbinho.


O documento pericial também apontou vestígios de substâncias sedativas e anestésicas no organismo do menor, elementos que, segundo as análises técnicas, estiveram associados aos procedimentos médicos realizados durante o período de internação hospitalar na tentativa de salvar a vida do paciente.


Desdobramentos da apuração policial


A equipe de investigação colheu depoimentos formais de parentes maternos e paternos da criança para mapear a cadeia de eventos e determinar a origem do alimento suspeito.

O principal objetivo da apuração consistiu em descobrir a autoria do preparo e da entrega do bolo consumido por Arthur, além de mapear se o envenenamento ocorreu de forma intencional ou acidental.


Além das oitivas de familiares e vizinhos, a polícia realizou buscas ativas por novas imagens de sistemas de monitoramento da região para refazer o trajeto completo percorrido pelo estudante antes de manifestar os primeiros sintomas.

Em pronunciamento público durante o sepultamento, o pai da vítima, Ademir Mello, cobrou celeridade na resolução do caso e afirmou que a situação não poderia ficar impune. O procedimento correu sob sigilo para não comprometer as diligências em andamento na Baixada Fluminense.

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