Uma operação integrada das polícias Civil e Militar, realizada nesta terça-feira (31) em Petrópolis, no Rio de Janeiro, revelou uma situação que chocou a comunidade; uma igreja católica estava sendo utilizada como ponto de tráfico de drogas, abrigo e até local para práticas sexuais no altar pelos criminosos de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação resultou na prisão em flagrante de cinco suspeitos dentro da capela.
De acordo com agentes da 105ª Delegacia de Polícia e policiais do 26º Batalhão da Polícia Militar, o grupo, ligado ao Comando Vermelho, havia ocupado a Capela São Paulo Apóstolo, localizada na Rua João Xavier, no bairro Bingen, interrompendo completamente as atividades religiosas. Missas foram suspensas e moradores da região passaram a ser intimidados, enquanto o espaço era utilizado como base para o tráfico e moradia dos envolvidos.
No momento da abordagem, os policiais encontraram um cenário que chamou a atenção da equipe. Um casal foi flagrado sem roupas no interior da igreja, em indícios de que mantinha relações no local onde anteriormente funcionava o altar. No espaço, havia um colchão e pertences pessoais espalhados.
As investigações apontam que os suspeitos retiraram bancos e objetos religiosos, concentrando imagens sacras em um único cômodo, e adaptaram o restante da igreja para uso residencial. A cozinha passou a ser utilizada para preparo de alimentos, enquanto o altar foi transformado em área de descanso.
Durante a operação, os agentes também apreenderam 62 cápsulas de cocaína, 25 porções de maconha e R$ 165 em dinheiro, parte do material escondido dentro da própria capela. Três dos detidos possuem antecedentes por tráfico de drogas. Dois deles seriam de Belford Roxo e estariam na cidade há cerca de dois meses, com apoio de criminosos locais.
Moradores relataram que o grupo impunha regras na comunidade, incluindo a proibição de celebrações religiosas, e vinha causando sensação de insegurança em uma área considerada tranquila.
Outro ponto que chamou a atenção dos policiais foi a presença de um animal silvestre no local, um jabuti, mantido dentro da igreja junto aos suspeitos.
A operação faz parte de um trabalho conjunto das forças de segurança, que monitoravam a atuação do grupo após denúncias sobre a presença de criminosos de fora na região. O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e esclarecer como ocorreu a ocupação do espaço religioso.