A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu um grupo acusado de matar e esquartejar a corretora de imóveis Luciane Aparecida Estivalete Freitas, de 47 anos. Os criminosos, que eram vizinhos da vítima, foram descobertos após cometerem erros grosseiros de português ao se passarem por ela em mensagens de texto e realizarem compras online com seus cartões.
O crime começou a ser desvendado quando o irmão de Luciane estranhou o estado do apartamento da corretora, que apresentava louça suja e comida estragada. No entanto, o ponto crucial foi uma mensagem enviada do celular da vítima afirmando que ela viajaria ao Paraguai. O texto continha erros de grafia que Luciane não cometia, o que levou a família a acionar a polícia imediatamente.
Investigação e prisões
A investigação avançou com o rastreamento de compras feitas no cadastro da vítima, o que permitiu identificar um adolescente encarregado de retirar as mercadorias.
A partir dessa pista, a polícia revelou uma rede de envolvidos que residiam na mesma pousada que Luciane, incluindo um homem foragido da justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 e a própria administradora do estabelecimento, acusada de receber os produtos roubados e participar diretamente do assassinato. Além deles, um casal vinculado ao crime foi detido enquanto tentava fugir para o Rio Grande do Sul.
Dinâmica do crime
Luciane foi morta entre os dias 4 e 5 de março. Dois dias depois, seu corpo foi desmembrado e transportado em pacotes para uma área rural em Major Gercino, onde o tronco foi localizado em um rio. Os suspeitos agora respondem por latrocínio e ocultação de cadáver.