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EUA questionam Rússia sobre morte ligada a suposta peste pulmonar

07 out 2026 às 21:39

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que solicitou oficialmente "informações adicionais" ao governo da Rússia sobre a situação epidemiológica na região de Irkutsk, onde foi registrado um suposto caso fatal de peste pulmonar. O Kremlin, porém, afirma não ter recebido o pedido.


"Solicitamos oficialmente informações adicionais ao governo da Rússia", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado. "Também estabelecemos contato oficial com outros governos em todo o mundo para compartilhar informações", acrescentou.


A confirmação ocorreu depois que meios de comunicação norte-americanos anteciparam o questionamento de Washington a Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou, no entanto, não ter informações sobre a solicitação.


"Não disponho dessa informação. E aqui, é claro, devemos nos basear, repito, nas declarações e informações da nossa agência", declarou Peskov, referindo-se às autoridades russas.


Contato com a OMS e críticas à imprensa

Peskov confirmou ter mantido contatos com a Organização Mundial da Saúde (OMS) "de acordo com a prática habitual" e criticou a cobertura da imprensa sobre o caso.


"A Organização Mundial da Saúde foi informada sobre o assunto", afirmou. Segundo o porta-voz, "a mídia está divulgando muitas notícias, e a imensa maioria (...) é informação falsa".


Peskov também pediu que a população russa confie nas informações divulgadas pela Rospotrebnadzor, agência responsável pela saúde pública e pelo controle epidemiológico no país, e por sua diretora-geral, Anna Popova.


Situação local e monitoramento

As autoridades russas afirmaram que a situação epidemiológica na região de Irkutsk está "estável", após a adoção de medidas de emergência relacionadas à morte de uma pesquisadora na cidade de Shelejov.


A morte teria ocorrido após um suposto acidente de laboratório, que levantou a suspeita de peste pulmonar.

Em meio aos apelos por maior "transparência" feitos por Washington, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirmaram que estão "acompanhando de perto" o caso.


Com Estadão Conteúdos

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