O médico ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, que informou que as investigações continuam em andamento.
O caso começou após a denúncia de uma paciente, Esther Neves, que era atendida pelo médico desde a adolescência. Segundo o relato, havia uma relação de confiança entre o profissional e a família. Trojan teria realizado o parto de Esther, além de atender a mãe dela e prestar consultas sem cobrança.
De acordo com a denúncia, as condutas inadequadas teriam começado quando Esther tinha 16 anos, durante a primeira consulta. Ela relatou que o médico mantinha objetos de cunho sexual no consultório e não utilizava avental durante os atendimentos.
Ainda segundo o relato, o comportamento teria se agravado ao longo dos anos, com comentários considerados inadequados e exibição de conteúdos adultos.
PROVAS NO INQUÉRITO
Entre os elementos reunidos pela investigação estão fotografias registradas pelo médico. Segundo o relato apresentado à polícia, Trojan teria afirmado que as imagens seriam utilizadas em um suposto trabalho sobre uma campanha de prevenção ao câncer de mama.
A polícia também apreendeu o celular do ginecologista. Conforme as informações do inquérito, foram encontradas mensagens atribuídas ao médico nas quais ele teria feito comentários de teor sexual à paciente.
INVESTIGAÇÃO ADMINISTRATIVA
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também instaurou uma sindicância para apurar a conduta do profissional.
Segundo o órgão, o procedimento tramita sob segredo de justiça e o registro profissional de Trojan permanece ativo.
Até o momento, o Ministério Público ainda não apresentou denúncia formal à Justiça.
DEFESA NEGA ACUSAÇÕES
Em nota, a defesa de Osmar Trojan negou categoricamente as acusações e afirmou confiar no andamento do processo legal.
Os advogados também destacaram a necessidade de respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência.