O governo do Irã divulgou, nesta quarta-feira, o primeiro dado oficial sobre as mortes nos conflitos entre manifestantes e a polícia. O Ministério do Interior e um órgão que ajuda famílias de vítimas de guerra confirmaram que 3.117 pessoas morreram nos protestos que começaram no dia 28 de dezembro contra o governo.
Divisão dos números:
- 2.427 pessoas: Identificadas como civis (cidadãos comuns) e agentes de segurança.
- 690 pessoas: Descritas pelo governo como "terroristas" ou pessoas que atacaram bases militares.
Enquanto o governo fala em pouco mais de 3 mil mortos, organizações de direitos humanos acreditam que o número é muito maior. Uma ONG americana diz que pelo menos 4.902 pessoas morreram, e outras fontes sugerem que o total passa de 5 mil.
O governo iraniano afirma que a violência é causada por grupos financiados pelos Estados Unidos e por Israel. Já os defensores dos direitos humanos dizem que o governo está usando força excessiva e violência brutal para acabar com os protestos.
Pressão internacional
A situação no Irã é muito tensa e lembra as revoltas que mudaram o país em 1979. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo do Irã tentou conversar com ele sobre a situação. Trump afirmou que aceita dialogar, embora antes tivesse ameaçado usar força militar contra o país.
*Com informações da DW Brasil.