Apontado como uma das lideranças da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Roberto Prieto Filho, conhecido como "Betinho da Baixada", foi transferido para o CDP IV (Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros), na capital paulista.
A prisão ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, através de uma operação da FELCN (Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico) em cooperação com a PF (Polícia Federal) e a PCSC (Polícia Civil do Estado de São Paulo).
O investigado estava na condição de foragido desde janeiro de 2022, quando criminosos armados com fuzis invadiram a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá para resgatá-lo, juntamente com Pablo Ribeiro Lopes Santos.
Mesmo ausente do julgamento, o homem foi condenado pela Justiça do Estado de São Paulo a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de narcotráfico, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, manteve a ordem de prisão para assegurar o cumprimento da lei penal após a fuga transnacional do réu.
A defesa de Roberto Prieto Filho, representada pelo advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Filho, alega nulidades no processo de busca e apreensão original e sustenta a inocência do acusado.
Em contrapartida, o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) argumenta que o resgate armado na unidade prisional comprova a articulação do réu com a estrutura da organização criminosa.
Consultadas sobre os detalhes da operação internacional, a PF e a PCSC informaram que não se manifestam sobre investigações e prisões em andamento.