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Marido é preso após homem ser encontrado morto em motel

29 out 2026 às 22:14

Um homem de 22 anos foi encontrado morto na banheira de hidromassagem de um motel na Zona Oeste de São Paulo. Inicialmente registrado como morte suspeita, o caso passou a ser investigado como homicídio pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O marido da vítima, de 39 anos, foi preso temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.


Segundo a delegada diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o casal se conheceu por meio de um aplicativo e se casou em junho, mas não morava junto. A família da vítima não sabia do casamento.


No dia do ocorrido, os dois chegaram ao motel em um veículo de aplicativo. O marido pagou a estadia antecipadamente com cartão de crédito. Depois, acionou os funcionários e o socorro médico ao encontrar o companheiro desacordado na banheira.


Polícia identificou marcas de agressão

Em depoimento, o suspeito afirmou que os dois estavam tomando banho e que ele havia descido para o andar inferior. Ao retornar, cerca de 20 minutos depois, teria encontrado a vítima submersa e desacordada.


No entanto, durante a investigação, a polícia identificou marcas de agressão no corpo do homem, especialmente na região do pescoço. Os ferimentos indicariam uma possível luta corporal e levantaram a suspeita de esganadura. Também foram constatadas lesões na boca.


Seguros de vida somavam mais de R$ 15 milhões

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a contratação de seguros de vida em nome da vítima. Conforme a polícia, logo após o casamento, o marido começou a cotar apólices que, juntas, ultrapassavam R$ 15 milhões.


A vítima trabalhava em uma rede de fast food e recebia cerca de R$ 3 mil por mês. Segundo as investigações, a declaração de Imposto de Renda teria sido fraudada para viabilizar a contratação de múltiplos seguros.


O marido era apontado como único beneficiário das apólices, que também previam o dobro da indenização em caso de morte acidental. Os documentos foram firmados entre junho e julho, período em que, segundo a polícia, a vítima não participou das negociações exigidas pelas seguradoras.


Suspeito ficará preso temporariamente

O celular do suspeito foi apreendido e, segundo a investigação, havia sido restaurado antes de ser entregue às autoridades.


A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias para permitir o avanço das diligências. O caso segue sob investigação do DHPP.

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