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Meta nega favorecer candidatos após acusações de interferência

16 out 2026 às 21:33

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, afirmou nesta sexta-feira (16) que não interfere no processo eleitoral brasileiro. A companhia classificou como “falsas e infundadas” as acusações de que estaria atuando para favorecer ou prejudicar grupos políticos.


O posicionamento foi divulgado após uma reportagem da Folha de S.Paulo revelar mensagens internas nas quais funcionários da empresa teriam reconhecido falhas técnicas e restrições que impactaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de recomendações algorítmicas consideradas indevidas do perfil de Flávio Bolsonaro (PL).


Em nota, a Meta afirmou que seus sistemas não distribuem conteúdo com base em ideologia política e que as regras são aplicadas igualmente a candidatos e partidos.


“Não damos tratamento preferencial a candidato, partido ou posição política, e nossos sistemas não são projetados ou operados para fazê-lo”, declarou a empresa.


Meta atribui problemas a falhas técnicas

A companhia informou ter apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa baseada em dados técnicos. Segundo a Meta, os episódios relatados decorreram de falhas globais, atualizações de código ou do cumprimento da legislação e de ordens judiciais.


Entre os casos citados, a empresa afirmou que a suspensão da conta de anúncios de Lula, em 23 de setembro, durou pouco mais de uma hora e foi provocada por um erro automático durante uma checagem antifraude.


A Meta também atribuiu a um erro global, que teria afetado mais de 100 países, a estagnação na contagem de visualizações dos Reels em 7 de outubro. Já o problema na criação de anúncios a partir de publicações, registrado em 9 de outubro, teria sido causado por uma falha temporária no gerenciador de anúncios.


De acordo com a empresa, uma decisão recente do TSE apontou que não havia evidências suficientes de privilégio partidário deliberado.


Na quarta-feira (15), porém, a coligação de Lula acionou o tribunal para pedir que a Meta restabeleça o alcance de publicações eleitorais do presidente e de seus apoiadores.


Mensagens internas apontam preocupação

A reportagem da Folha de S.Paulo afirma ter tido acesso a conversas entre funcionários da Meta que demonstrariam preocupação com o impacto das falhas no cenário eleitoral.


Segundo o jornal, colaboradores reconheceram internamente que a conta de Lula estava “limitada” em comparação à de Flávio Bolsonaro.


A publicação também apontou um possível descumprimento das regras do TSE que proíbem a recomendação algorítmica de perfis e canais de candidatos. Conforme as mensagens divulgadas, o perfil de Flávio aparecia entre as recomendações nas buscas do Instagram, enquanto a conta de Lula não era exibida nem mesmo quando o nome do presidente era pesquisado exatamente.


A Meta, por sua vez, sustenta que os problemas foram decorrentes de questões técnicas e nega favorecer qualquer candidato ou grupo político.

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