O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta sexta-feira (12) que o texto final do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã foi formalmente alcançado. Em publicação na plataforma X (antigo Twitter), o chefe de Estado paquistanês declarou que a conciliação diplomática entre Washington e Teerã “nunca esteve tão próxima como está agora”.
O Paquistão tem atuado como o principal mediador internacional para conter a escalada de tensões no Oriente Médio. "Em meio a contínuos e intensos esforços de mediação do Paquistão, estamos plenamente cientes da campanha incessante de desinformação travada por aqueles que desejam sabotar o acordo de paz”, escreveu Sharif.
O premiê garantiu que as partes superaram os principais entraves. “Deixando de lado o ruído, podemos confirmar que um texto final, acordado, do acordo de paz foi alcançado e o Paquistão agora está trabalhando de perto com ambos os lados para finalizar os próximos passos”, completou.
Irã pede cautela contra especulações
Pouco antes do pronunciamento paquistanês, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, também usou as redes sociais para confirmar o avanço do chamado memorando de entendimento de Islamabad.
Araghchi adotou um tom cauteloso e pediu paciência aos veículos de comunicação. “Enquanto aguarda sua finalização, a mídia deve abster-se de entrar em especulações sobre seu conteúdo. De acordo com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento apropriado”, declarou o chanceler iraniano.
Trump cancela bombardeios, mas mantém bloqueio
O avanço diplomático ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na rede Truth Social o cancelamento de uma série de ataques e bombardeios militares que estavam programados para atingir o território iraniano.
Segundo o republicano, a suspensão da ofensiva ocorreu após conversas de “alto nível” diretamente com a liderança do país persa. Trump revelou que os termos do pacto foram chancelados por uma ampla coalizão de nações aliadas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito.
Apesar do recuo na retórica de guerra, o governo norte-americano informou que a pressão econômica e militar não cessará de imediato. “O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada — a data e o local da assinatura serão anunciados em breve”, alertou o presidente dos Estados Unidos.