O prefeito de Campestre do Maranhão (MA), Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda (Republicanos), afirmou que poderá reduzir ou interromper serviços públicos no município após a derrota de candidatos apoiados por ele nas eleições. Entre os nomes derrotados está Flávio Bolsonaro (PL). As declarações foram feitas em um vídeo enviado a grupos de mensagens da cidade e divulgado pelo site Metrópoles.
Na gravação, o prefeito relaciona a oferta de serviços públicos ao resultado eleitoral e critica os moradores que não votaram nos candidatos de seu grupo político.
“A população que votou nos outros [candidatos], quando chegar no hospital, lembre-se: se faltar algum recurso, faltar remédio, faltar médico, [tiver] algum buraco na rua, o que faltar de serviço público, foi o seu voto que contribuiu para isso”, afirmou.
Bermuda também anunciou o cancelamento de eventos previstos no município, como o show de aniversário da cidade e a festa de virada do ano. Segundo ele, a decisão está relacionada à falta de recursos e à derrota de deputados de seu grupo político.
“Por enquanto, até a gente conseguir falar com outros deputados e fazer outro grupo, alguns trabalhos públicos podem ser interrompidos ou diminuídos”, declarou.
Prefeitura fala em readequação de serviços
Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de Campestre do Maranhão negou a intenção de suspender serviços de atendimento especializado à população. Segundo a administração municipal, está sendo avaliada uma readequação temporária da oferta de serviços, considerando a disponibilidade orçamentária e as incertezas sobre os recursos previstos para 2027.
A prefeitura também afirmou que os repasses federais são insuficientes e que o município depende de outras fontes de financiamento, como emendas parlamentares.
Prefeito já havia sido acusado de pressionar servidores
Fernando Bermuda foi expulso do PSB em agosto, após o envio de mensagens a servidores públicos com cobranças de apoio a Flávio Bolsonaro. Conforme informações divulgadas pelo UOL e pelo Metrópoles, as mensagens indicavam que funcionários que votassem em Lula poderiam ser demitidos após as eleições.
Uma das mensagens dizia: “Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua”.
O caso levou o PSB a considerar a conduta do prefeito uma grave infidelidade partidária.