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Protestos após suspensão de chefe da corte elevam tensão na Polônia

31 out 2026 às 14:14

A crise amplia o conflito entre o governo de Donald Tusk e seus opositores, principalmente o partido conservador-nacionalista Lei e Justiça (PiS), que governou a Polônia entre 2015 e 2023.


Os principais órgãos judiciais do país, incluindo o Tribunal Constitucional, estão no centro da disputa. Críticos poloneses e da União Europeia acusam o PiS de ter ampliado o controle político sobre instituições do Judiciário durante seu período no poder. As reformas realizadas naquela gestão levaram a União Europeia a impor multas à Polônia.


Tusk assumiu o governo em 2023 com a promessa de restaurar a independência judicial. Desde então, porém, suas iniciativas enfrentam resistência e vetos de presidentes alinhados ao PiS, entre eles Nawrocki.


GOVERNO DEFENDE MUDANÇAS NA CORTE


A suspensão de Bogdan Swieczkowski foi anunciada na noite de sexta-feira, no site do Tribunal Constitucional.


O governo afirma que o presidente afastado violou repetidamente a lei e comprometeu o funcionamento da instituição. Swieczkowski chegou ao comando da corte durante o governo do PiS.


Tusk também acusa o magistrado de impedir que juízes eleitos pela maioria parlamentar assumissem seus cargos no tribunal.


“Restaurar o estado de direito é nossa obrigação”, escreveu o primeiro-ministro no X. Ele afirmou que o processo é difícil e pode ser doloroso, mas defendeu que não há outro caminho.


O governo havia prometido garantir que o Tribunal Constitucional voltasse a ser composto por juízes nomeados legalmente, embora Tusk tenha reconhecido que os métodos adotados podem gerar discordâncias.


OPOSIÇÃO CONTESTA SUSPENSÃO


Políticos do PiS criticaram a decisão contra Swieczkowski. O ex-ministro da Justiça Zbigniew Ziobro classificou a medida como um “ataque criminoso e flagrante contra a ordem constitucional”.


Em publicação na noite de sexta-feira, ele pediu uma reação dos opositores, defendendo uma resistência “ruidosa, firme, solidária e destemida”.


A disputa sobre a composição e o funcionamento do Tribunal Constitucional deve continuar no centro do embate entre o governo pró-Europa e os setores políticos ligados ao antigo governo do PiS.

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