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Sete brasileiros são eleitos para legislativos estaduais dos EUA

04 nov 2026 às 22:07

Sete brasileiros foram eleitos ou reeleitos para cargos nos legislativos estaduais dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3). Todos são filiados ao Partido Democrata e vão representar comunidades de quatro estados: Massachusetts, Flórida, Connecticut e Nevada.

Massachusetts concentra o maior número de representantes de origem brasileira, com quatro eleitos: Priscila Sousa, Rita Mendes, Danillo Sena e Lorena Betts. Os três primeiros conquistaram a reeleição, enquanto Lorena garantiu o primeiro mandato.


Na Flórida, Felipe Sousa-Lazaballet, natural de Duque de Caxias (RJ), venceu sua primeira disputa eleitoral. Em Connecticut, Farley Santos foi reeleito pelo 109º distrito. Já em Nevada, Elaine Marzola, nascida no Rio de Janeiro, também garantiu a permanência no Legislativo estadual.


Quem são os brasileiros eleitos nos Estados Unidos

  • Priscila Sousa (Massachusetts): Natural de Ipatinga (MG), foi reeleita pelo 6º Distrito de Middlesex. Atua em pautas relacionadas à educação, justiça ambiental e assistência social.

  • Rita Mendes (Massachusetts): Natural de Conselheiro Pena (MG), foi reeleita pelo 11º Distrito de Plymouth. Advogada, tem atuação ligada aos direitos dos imigrantes e ao apoio comunitário.

  • Danillo Sena (Massachusetts): Natural de Timbaúba (PE), foi reeleito pelo 37º Distrito de Middlesex. Ele ocupa uma cadeira no Legislativo estadual desde 2020.

  • Lorena Betts (Massachusetts): Natural de Mato Grosso, conquistou o primeiro mandato pelo 16º Distrito de Middlesex. Vive nos Estados Unidos há 15 anos e desenvolve ações voltadas à comunidade imigrante.

  • Felipe Sousa-Lazaballet (Flórida): Natural de Duque de Caxias (RJ), foi eleito para a Câmara dos Representantes da Flórida. Defende pautas relacionadas aos direitos dos imigrantes e da comunidade LGBTQIAPN+.

  • Farley Santos (Connecticut): Natural de Sobrália (MG), foi reeleito pelo 109º Distrito estadual, na região de Danbury. Está no cargo desde 2023.

  • Elaine Marzola (Nevada): Nascida no Rio de Janeiro, foi reeleita para a Assembleia Legislativa de Nevada, onde representa o 21º Distrito.


O que é necessário para se candidatar nos Estados Unidos?

Para disputar a maioria dos cargos eletivos nos Estados Unidos, é necessário ter cidadania americana. O green card, que garante residência permanente no país, não dá ao imigrante o direito de concorrer a cargos estaduais ou federais.


No caso das eleições para os legislativos estaduais, as exigências variam conforme o estado. As regras podem estabelecer idade mínima, tempo de residência no estado ou no distrito eleitoral e período mínimo de cidadania. Por isso, não existe um único conjunto de requisitos válido para todo o país.


A legislação federal também estabelece condições específicas para os cargos no Congresso. Para concorrer à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, é necessário ter pelo menos 25 anos e ser cidadão americano há, no mínimo, sete anos. Para o Senado, a exigência é de 30 anos de idade e nove anos de cidadania.


Já a Presidência dos Estados Unidos é restrita a cidadãos natos, conforme a Constituição americana. Cidadãos naturalizados podem disputar outros cargos, desde que cumpram os requisitos legais correspondentes.


Como funciona a apuração das eleições nos EUA?

Diferentemente do Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) centraliza a organização e a divulgação dos resultados, o sistema eleitoral dos Estados Unidos é descentralizado. Cada estado tem autonomia para organizar a votação, apurar os resultados e certificar os dados, seguindo as próprias regras eleitorais.

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