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Mulher morre após passar mal em piscina de academia na Zona Leste de SP

09 fev 2026 às 16:35
Um caso grave e ainda cercado de muitas dúvidas está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo. Uma mulher de 27 anos morreu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia localizada no bairro Jardim Tereza, na Zona Leste da capital. Outras duas pessoas, entre elas o marido da vítima e um adolescente de 14 anos, seguem internadas em estado grave.

A vítima foi identificada como Juliana Bassetto, professora, que participava da aula na noite do último sábado na academia C4GIM. De acordo com o boletim de ocorrência, alunos relataram que a água da piscina apresentava aspecto e gosto anormais. Pouco tempo depois de entrar na piscina, Juliana e o marido começaram a passar mal e comunicaram o professor responsável.


O casal foi levado a um hospital da região de Santo André, mas Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. O marido permanece internado em estado grave, assim como um adolescente que também participava da atividade. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ao menos cinco pessoas apresentaram sintomas de mal-estar após contato com a água da piscina.


O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local encontrou a academia fechada. A situação chamou a atenção da polícia, já que o estabelecimento fica próximo a uma delegacia e, mesmo assim, os responsáveis não acionaram as autoridades. Foi necessário arrombar a porta para que os trabalhos de vistoria e segurança fossem realizados.


Durante a perícia, policiais e agentes da Vigilância Sanitária encontraram dentro da academia um balde com cerca de 20 litros de uma mistura química. O material foi apreendido e será analisado para identificar sua composição e verificar se houve uso inadequado ou concentração acima do permitido em produtos de tratamento da piscina.


O caso foi registrado como morte suspeita. A academia foi interditada no domingo pela Vigilância Sanitária e permanece fechada. As autoridades confirmaram ainda que o local não possuía alvará de funcionamento, o que agrava a situação dos responsáveis pelo estabelecimento.


As investigações continuam para esclarecer a causa da morte de Juliana Bassetto, apurar responsabilidades criminais e verificar se outras pessoas podem ter sido intoxicadas. Há a possibilidade de surgirem novas vítimas, já que crianças também frequentavam aulas no local.


Juliana foi velada na manhã desta segunda-feira. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades de saúde e segurança pública.