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Câmara de Londrina debate falta de professores em escolas

22 out 2026 às 16:16

A Câmara Municipal de Londrina (CML) realizou, na noite de quarta-feira (21), uma reunião pública temática para debater a falta de professores e de outros profissionais da Educação nas escolas municipais e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). O encontro, organizado pela Comissão de Educação, reuniu servidores públicos e tratou também da redução de horas extras e dos impactos das medidas na rede de ensino.


"Foi um debate de alto nível para defender a valorização dos servidores e dar transparência aos processos da secretaria", destacou o presidente da comissão, vereador Matheus Thum (PP).


Durante o evento, a secretária municipal de Educação, Thatiane Verni Lopes de Araújo, apresentou a prestação de contas da pasta. O orçamento total da Educação para 2026 é de R$ 1,02 bilhão, sendo 74% destinados ao pagamento da folha salarial e de estagiários. A secretária ressaltou ainda que o percentual de alunos da educação especial subiu para 11,78% em 2026, totalizando 5.382 estudantes.


Contratações e o Projeto de Lei nº 270/2026


Para suprir a demanda da rede, a secretária informou que 60 professores temporários (PSS) estão em processo de chamamento, somando-se à convocação de 131 técnicos de gestão pública e 126 Profissionais de Apoio Especializados (PES).


A principal aposta do Executivo para mitigar o déficit é o Projeto de Lei nº 270/2026, em tramitação no Legislativo. O projeto visa permitir a contratação de 171 professores efetivos por meio da ampliação da jornada semanal de 20 para 30 horas. O concurso vigente possui validade até fevereiro de 2027.


O vereador Antônio Amaral (PSD), presidente da Comissão de Justiça, adiantou que o PL será analisado pelo colegiado na próxima segunda-feira (27) antes de seguir para votação no plenário.


Sindicato aponta déficit de 800 docentes


Apesar das medidas apresentadas pela prefeitura, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Fábio Molin, apontou que existe um déficit superior a 800 professores na rede municipal.


Molin questionou o decreto do Executivo que limitou a R$ 1,4 milhão o gasto mensal com horas extras na Educação, afirmando que a despesa média mensal gira em torno de R$ 4,2 milhões. Segundo o representante sindical, as horas extras têm sido indispensáveis para conter a desassistência aos alunos diante da escassez de docentes.


Dados apresentados pelo presidente do Conselho Municipal de Educação (CMEL), João Marcos Machuca de Lima, indicavam que, até o fim de agosto, a rede contava com 4.936 professores efetivos, 102 temporários e 787 profissionais em regime de jornada extraordinária.

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