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Câmara vota criação de cadastro público de condenados por estupro

16 jun 2026 às 07:14

A Câmara Municipal de Londrina analisa nesta terça-feira (16), em primeiro turno, o Substitutivo nº 1/2026 ao Projeto de Lei nº 36/2026, de autoria do vereador Antônio Amaral (PSD). A proposta prevê a criação do Cadastro Municipal de Pessoas Condenadas por Crimes contra a Dignidade Sexual.


O objetivo é disponibilizar uma ferramenta pública e consultiva voltada à prevenção de crimes e ao fortalecimento da segurança da população.


Por exigir maioria absoluta dos votos para aprovação, a matéria deve movimentar o plenário durante a sessão.


Quem poderá entrar no cadastro


Segundo o projeto, somente poderão integrar o sistema pessoas com condenação transitada em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso judicial.


A proposta contempla condenados por crimes como:


  • Estupro
  • Estupro de vulnerável
  • Importunação sexual
  • Outros crimes previstos na legislação penal relacionados à dignidade sexual.

Caso uma condenação seja revertida posteriormente pela Justiça, o nome deverá ser retirado imediatamente do cadastro.


Consulta será gratuita


De acordo com o texto, a consulta será disponibilizada gratuitamente por meio do portal oficial da Prefeitura de Londrina.


Os cidadãos poderão pesquisar utilizando:


  • Nome completo;
  • CPF do condenado.

O sistema deverá apresentar informações como:


  • Nome completo;
  • Data de nascimento;
  • CPF;
  • Crime praticado;
  • Data da condenação definitiva;
  • Órgão julgador responsável.

Prazo para permanência dos dados


Os registros permanecerão disponíveis até o cumprimento integral da pena.


Após esse período, o condenado poderá solicitar a retirada das informações, mediante comprovação judicial.


O prazo previsto para exclusão do cadastro é de até 30 dias após a solicitação.


Proteção total às vítimas


Um dos principais pontos do projeto é a preservação da identidade das vítimas.


A proposta proíbe a divulgação de qualquer dado que possa identificar direta ou indiretamente as pessoas envolvidas nos casos, especialmente quando houver crianças e adolescentes.


A violação dessas informações poderá resultar em responsabilização civil, administrativa e criminal.


Próximos passos


Se aprovado em primeiro turno, o projeto seguirá para o período de apresentação de emendas entre os dias 17 e 25 de junho.


Na sequência, retorna ao plenário para votação em segundo turno.


Caso receba aprovação final e seja sancionado, o Poder Executivo terá até 90 dias para regulamentar o funcionamento do cadastro e definir os mecanismos de segurança da informação.

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