Um caso de fraude em transferência de veículo chamou a atenção em Londrina após um empresário descobrir que o próprio automóvel havia sido registrado em nome de terceiros no estado do Rio de Janeiro sem qualquer autorização.
A situação veio à tona de forma inesperada durante uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no início deste ano. O empresário retornava de férias em Gramado, no Rio Grande do Sul, acompanhado da família, quando foi parado em uma fiscalização.
Durante a consulta aos dados do veículo no sistema Renavam, os policiais perceberam divergências cadastrais e questionaram se o motorista morava no Rio de Janeiro. O empresário negou e informou residir em Londrina. A partir daí, os agentes aprofundaram a checagem e descobriram que o automóvel já constava registrado em outro estado.
O veículo envolvido é um Jeep Compass branco, adquirido zero-quilômetro em janeiro de 2025 no nome da empresa do empresário londrinense.
Segundo as informações levantadas até o momento, a fraude teria sido aplicada em dezembro do ano passado. Um despachante da cidade de Ponta Grossa teria intermediado a transferência irregular do cadastro do automóvel para o nome de uma pessoa física residente no Rio de Janeiro.
Apesar da mudança documental, o veículo nunca saiu da posse do verdadeiro proprietário e permaneceu o tempo todo no Paraná.
Após a descoberta, o empresário registrou boletim de ocorrência e procurou os órgãos responsáveis. O Detran do Paraná e a Polícia Científica emitiram laudos apontando a existência da fraude e solicitaram oficialmente o cancelamento do registro realizado no Rio de Janeiro.
No entanto, cinco meses após a notificação, o impasse continua sem solução definitiva. Segundo o proprietário, o Detran do Rio de Janeiro ainda não cancelou o documento fraudado nem apresentou resposta conclusiva sobre o caso.
A situação gera preocupação porque o empresário segue circulando com um veículo que, oficialmente, pertence a outra pessoa nos sistemas de trânsito.
O caso também acende um alerta sobre possíveis esquemas de clonagem e transferências fraudulentas de veículos, reforçando a importância de os proprietários acompanharem regularmente os dados dos automóveis por meio dos aplicativos oficiais e sistemas digitais dos órgãos de trânsito.