Um imóvel abandonado na região central de Londrina se tornou alvo de um impasse jurídico e social após ser ocupado por integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benario.
O espaço foi transformado em uma casa de acolhimento provisório para mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica, recebendo o nome de Casa Margarida Alves.
Segundo as lideranças do movimento, o imóvel estava abandonado e acumulava sujeira, oferecendo riscos à segurança da vizinhança. Após a ocupação, o local passou a funcionar como ponto de apoio, triagem, acolhimento psicológico e moradia temporária para mulheres sem rede de proteção.
Faixas colocadas na fachada reforçam o posicionamento do coletivo, com frases como “Essa casa resistirá pela vida das mulheres”. No entanto, uma ação judicial movida pelos proprietários do imóvel pode resultar na reintegração de posse nos próximos dias.
A Justiça avalia o direito de propriedade da área e, caso a decisão pela desocupação seja homologada, equipes policiais poderão ser acionadas para cumprir a ordem.
As integrantes do movimento afirmam que pretendem resistir pacificamente e defendem a abertura de diálogo com o poder público para buscar a desapropriação do imóvel ou a destinação de outro espaço para continuidade dos projetos sociais.
O coletivo argumenta que Londrina ainda possui déficit no atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica.