Cascavel iniciou uma nova etapa de atualização do mapeamento das áreas de risco do município, com atuação conjunta das equipes estadual e municipal da Defesa Civil. O trabalho utiliza drones para monitorar pontos próximos a nascentes e cursos d’água, avaliando riscos de alagamentos, inundações e deslizamentos.
Atualmente, Cascavel tem 77 pontos cadastrados. Após a atualização do levantamento, as famílias que vivem nas áreas consideradas de risco também serão recadastradas. As informações deverão auxiliar a atuação em situações de emergência e poderão servir de referência para futuros projetos e obras de redução de riscos.
O trabalho inclui o registro de imagens e a definição dos polígonos das áreas de atenção. O objetivo é identificar o entorno dos pontos monitorados, incluindo vias públicas e residências que podem ser afetadas por alagamentos.
Um dos locais citados no levantamento fica no cruzamento da Avenida Marechal Rondon com a Rua 7 de Setembro, onde a Prefeitura encaminhou um projeto ao FECAP. O levantamento busca confirmar o polígono da área de atenção e subsidiar um projeto de obras já desenvolvido pelo município para atuar de forma preventiva contra novos alagamentos.
Segundo a Defesa Civil, o uso de drones permite ampliar a dimensão do levantamento, inclusive na identificação de residências e populações que podem ser afetadas em um possível desastre. Também foram observadas, aparentemente, residências em áreas de preservação permanente.
Toledo cria grupo de voluntários
Em Toledo, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei que cria um grupo de voluntários de busca e salvamento para atuar em apoio à Defesa Civil diante de situações de emergência, como temporais e alagamentos.
A proposta é organizar pessoas dispostas a ajudar e prepará-las para atuação coordenada com os órgãos de proteção civil. Os voluntários não substituirão o trabalho técnico do Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil, mas poderão ampliar a capacidade de resposta em momentos de crise.
A atuação será voluntária e não remunerada. Os interessados serão cadastrados, passarão por capacitação e precisarão de autorização do município. A orientação é que o grupo trabalhe sob a coordenação da Defesa Civil e dos demais órgãos responsáveis.
Toledo já conta com núcleos comunitários de Defesa Civil, que auxiliam no compartilhamento de informações e no acionamento das autoridades durante situações de urgência. Com a criação do novo grupo, a intenção é estruturar previamente uma rede de pessoas preparadas para apoiar a população em emergências.
Os voluntários deverão receber orientações sobre métodos de atuação, acolhimento, comunicação e assistência rápida diante dos diferentes tipos de emergência.