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Cascavel vai usar método Wolbachia no combate à dengue e chikungunya

13 mai 2026 às 11:22

A Prefeitura de Cascavel anunciou um novo método de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia utiliza a tecnologia Wolbachia, considerada inovadora e sustentável no enfrentamento das arboviroses.


Durante uma coletiva de imprensa, foram apresentados detalhes do método, que já é adotado pelo Ministério da Saúde em diversas cidades brasileiras.


A tecnologia consiste na introdução da bactéria Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti. A bactéria está presente naturalmente em cerca de 60% dos insetos do planeta e impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, reduzindo a capacidade de transmissão dessas doenças.


Os mosquitos com a bactéria receberam o nome de “wolbitos”. Eles foram desenvolvidos há mais de uma década na Austrália e atualmente já estão presentes em mais de 50 cidades do Brasil.


Segundo a Prefeitura, serão produzidos cerca de 40 milhões de wolbitos na fábrica instalada em Curitiba. A liberação dos mosquitos em Cascavel deve acontecer entre agosto deste ano e fevereiro de 2027.


Antes do início da soltura, a Secretaria Municipal de Saúde fará três meses de trabalho de conscientização da população em 18 bairros já mapeados, atingindo mais de 215 mil pessoas.


Mesmo com a adoção da nova tecnologia, a orientação é para que a população continue mantendo os cuidados de prevenção, como eliminação de água parada e limpeza de recipientes que possam servir de criadouros do mosquito.


A implantação do método ocorre após os altos números registrados no município. Em 2024, Cascavel teve mais de 30 mil casos de dengue e 58 mortes pela doença. Já em 2025, a cidade enfrentou uma epidemia de chikungunya, com mais de 2,3 mil casos confirmados e cinco mortes.


O investimento para implantação do método Wolbachia em Cascavel será de R$ 2,8 milhões.

A Prefeitura também destacou que a bactéria Wolbachia não transmite doenças para humanos nem para outros mamíferos. O método é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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