Cidade

Casos de doenças respiratórias mantêm queda em Londrina

12 ago 2026 às 15:34

O novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta que os casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanecem em trajetória de queda em Londrina. Apesar do recuo, os exames laboratoriais confirmam que ainda há circulação ativa de vírus como Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus, Metapneumovírus e Adenovírus.


Na semana epidemiológica 30 (26 de julho a 1º de agosto), foram notificadas 19 internações por SRAG — dez em adultos e nove em crianças de até 12 anos. O volume representa uma redução de 20% na comparação com a semana anterior, quando o município contabilizou 24 hospitalizações.

No acumulado de 2026, Londrina registra 34 óbitos por SRAG, sendo 12 provocados por Influenza, seis pelo VSR e 16 sem a identificação do agente causador.


Atendimentos na rede municipal de saúde


O fluxo de pacientes com sintomas respiratórios nas unidades de urgência e emergência acompanha a tendência de desaceleração:


  • Pronto Atendimento Infantil (PAI): Registrou 1.956 atendimentos na semana, dos quais 711 (36%) foram motivados por Síndrome Gripal;

  • UPAs (Sabará e Centro) e PAs (União da Vitória, Leonor e Maria Cecília): Somaram 13.343 consultas para adultos, sendo 1.670 (12%) ligadas a quadros gripais.


Cobertura vacinal segue abaixo da meta


Apesar da diminuição na busca por atendimento, a adesão à campanha de imunização contra a gripe preocupa as autoridades de saúde. A cobertura média nos grupos prioritários está em 59%, distante da meta estipulada em 90%.


Entre os idosos, o índice de imunizados atinge 60%, enquanto no grupo das crianças a cobertura é de apenas 45%. Já entre as gestantes, a adesão superou a estimativa populacional inicial, alcançando 135%.


A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, ressalta que o cenário ainda exige cuidados.


"Observa-se uma redução nas internações e nos atendimentos, mas ainda não podemos falar em tranquilidade. Reforçamos as medidas de prevenção e recomendamos que as pessoas dos grupos de risco procurem a unidade de saúde mais próxima para se vacinar", alertou.

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