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Casos de esporotricose em gatos coloca Vigilância Ambiental em alerta

Prefeitura de Londrina intensifica serviços de saúde animal e pede colaboração da comunidade para conter avanço do fungo
14 ago 2026 às 20:08
Por: Assessoria de Imprensa
Hospital Veterinário Municipal/UABA

Londrina identificou 30 casos de esporotricose nos sete primeiros meses de 2026, mais do que o dobro do registrado no ano passado inteiro. Em 2025 foram 14 casos confirmados, no total.  A Vigilância Ambiental acredita que o número de casos seja ainda maior devido às subnotificações. 


A doença é causada por um fungo que atinge principalmente os gatos e pode ser transmitida aos humanos, o que está levando o Município a intensificar ações de controle e pedir apoio da comunidade.


Nos gatos a doença pode ser fatal e os principais sintomas são o aparecimento de feridas na face, orelhas, patas, focinho, além de dificuldade para respirar. Caso o animal apresente essas características, os tutores devem evitar contato com as lesões e também brincadeiras que levem a mordidas ou arranhões. Existe tratamento para a esporotricose, mas o diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão.


O Hospital Veterinário Municipal de Londrina vem tratando, desde maio, um gato que havia sido abandonado com sintomas de contaminação pelo fungo. O animal está em isolamento e testou positivo para a esporotricose. O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Nino Ribas, salientou que os animais não devem ser abandonados nem tratados por conta própria, pois o Município está preparado para fazer o controle de zoonoses, gratuitamente.

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“A Prefeitura de Londrina oferece atendimento gratuito aos animais com esporotricose, no Hospital Veterinário Municipal e a equipe da Vigilância Ambiental faz a análise diagnóstica e acompanhamento dos casos em domicílio. Se houver suspeita de contaminação, o serviço deve ser acionado imediatamente. Se o tratamento for com veterinário particular, a vigilância também deve ser notificada para monitoramento”, orientou o gerente de Vigilância Ambiental da SMS. As comunicações de casos suspeitos podem ser feitas pelo telefone 3372-9407.


Cuidados com humanos


Quando um ser humano é arranhado ou mordido por animal contaminado, a recomendação é lavar imediatamente, com água e sabão, a região afetada. Se a área do ferimento apresentar vermelhidão intensa, inchaço ou se surgirem feridas que não cicatrizam é preciso buscar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento. A evolução da doença costuma ser benigna e humanos não transmitem o fungo. O cuidado maior deve ser com pessoas imunodeprimidas.


Notificar a Vigilância Ambiental é importantíssimo para que seja feito um bloqueio, com identificação de possíveis casos de contágio e prevenção de novas ocorrências. “Contamos com a ajuda da população. A esporotricose tem tratamento, mas o diagnóstico precoce e os cuidados iniciais são fundamentais para combater a proliferação do fungo”, frisou Ribas.


O Hospital Veterinário Municipal atende gratuitamente animais de moradores com registro no Cadastro Único, animais errantes e comunitários. Porém, se houver suspeita de esporotricose, basta acionar a Vigilância Ambiental para receber a visita de um profissional capacitado para o diagnóstico. 


A veterinária da Vigilância Ambiental Roberta Toledo explica que o atendimento é feito em domicílio. “Nós avaliamos o animal e coletamos amostras. Se confirmado o diagnóstico de esporotricose, nós seguimos com o acompanhamento. Caso seja outra doença, orientamos o tutor sobre o caminho apropriado para dar continuidade ao tratamento”.


Telefones para atendimento e orientação:


Vigilância Ambiental: Notificação de casos suspeitos e atendimento domiciliar com coleta de amostras, telefone (43) 3372-9407


Hospital Veterinário Municipal: Atendimento gratuito para tutores inscritos no Cadastro Único, animais errantes e comunitários. Rua Prefeito Faria Lima, 844.

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