A frota de patinetes elétricos compartilhados em Londrina atingiu a marca de 600 unidades em 2026, consolidando a expansão dos veículos autopropelidos na mobilidade urbana local. Equipados com motores de até 1.000 watts e velocidade máxima de 32 km/h, esses equipamentos dispensam a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), mas devem seguir as normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para garantir a segurança de pedestres e condutores.
O agente de trânsito Jonas Rico alerta que a principal confusão entre os usuários ocorre na diferenciação entre as categorias. Enquanto os patinetes e autopropelidos podem circular em calçadas e ciclovias sob limites específicos, os ciclomotores exigem obrigatoriamente emplacamento e habilitação. Em cidades vizinhas, como Cascavel, o descumprimento dessas regras já resultou em atropelamentos em áreas exclusivas para pedestres.
Em Londrina, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) monitora o serviço, que saltou de 114 veículos em 2024 para o volume atual. Apesar do crescimento expressivo, o município não registra acidentes graves com a modalidade há mais de um ano. A companhia reforça que a condução defensiva e o respeito à prioridade do pedestre são fundamentais para manter os índices de segurança.
Os condutores que desrespeitarem as normas federais vigentes estão sujeitos a penalidades. Trafegar com veículos não autorizados em calçadas ou utilizar ciclomotores sem a documentação necessária pode resultar em multas e apreensão do equipamento pelas autoridades de trânsito.