A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) anunciou que está próxima de finalizar o novo sistema de coleta seletiva que deve ser implantado em Londrina, a partir de 1º de maio. Segundo a autarquia, o estudo foi realizado em conjunto com o MP (Ministério Público do Paraná) e o Ninter (Núcleo de Interação com a Sociedade) da UEL.
A companhia reforça que o novo modelo de serviço separa o transporte da triagem e comercialização dos materiais. O investimento anual estimado é de R$ 31 milhões. O sistema também ampliará o atendimento para a zona rural e distritos. As comunidades rurais, atualmente sem o serviço, serão integradas à rota. Nos distritos, a frequência da coleta passará de uma vez a cada 15 dias para uma vez por semana.
Em nota, o Ninter da Universidade Estadual de Londrina esclarece que desconhece o modelo final de reestruturação e gestão da coleta seletiva anunciado recentemente pela CMTU. O núcleo participou ativamente de um Grupo de Trabalho proposto e conduzido pela 20ª Promotoria de Justiça do MPPR, do qual a CMTU fazia parte, entre os anos de 2022 e 2024. No entanto, nesse grupo não houve a elaboração de nenhuma proposta integrada para operacionalização e gerenciamento do sistema.
O órgão relata que, após a finalização desse Grupo de Trabalho, foi convidado pelo MPPR a participar de duas reuniões de análise, realizadas em maio e setembro de 2025. Nessas ocasiões, foram apresentadas seis propostas desenvolvidas pela CMTU para a reestruturação do sistema de coleta seletiva, sobre as quais foram feitos apontamentos e críticas, em razão de discordâncias com alguns dos encaminhamentos propostos.
Assim, o Ninter esclarece que não houve manifestação formal sobre a proposta final do modelo de gestão e gerenciamento definido pelo município. Também não há informações detalhadas sobre as mudanças práticas do sistema anunciado pela CMTU, os custos vinculados e os possíveis impactos.