O registro de eventos climáticos extremos tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil. Recentemente, um tornado foi confirmado em Piraí do Sul, no Campos Gerais, elevando para dez o número de episódios do tipo contabilizados no Paraná apenas neste ano. A principal dificuldade no combate aos estragos reside na imprevisibilidade do fenômeno, cujos alertas muitas vezes só conseguem ser emitidos com poucos minutos de antecedência.
De acordo com o diretor-presidente do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Paulo de Tarso Pires, a combinação de fatores meteorológicos específicos favorece essas formações severas, tornando essencial o preparo prévio dos moradores.
Realidade aumentada para educar a população
Para ensinar a comunidade a se proteger em cenários de desastre, uma demonstração interativa de tornado foi apresentada durante a passagem da Carreta da Inovação pelo Centro da Juventude, em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina.
A experiência utiliza óculos de realidade aumentada para colocar o usuário diante de um cenário simulação imersiva. A intenção do Simepar é expandir a ferramenta para criar novas representações virtuais de emergência, como enchentes e tempestades severas, capacitando os cidadãos sobre os protocolos de segurança que devem ser adotados na prática.
Baixo risco para a região de Londrina
Apesar do alerta estadual e do avanço das ocorrências, os moradores de Londrina e municípios vizinhos têm motivos para relativa tranquilidade. Conforme explica Paulo de Tarso Pires, a probabilidade de um tornado atingir o Norte do Paraná é considerada baixa.
Na região de Londrina, a principal preocupação das equipes de monitoramento envolve a formação de supercélulas — nuvens tempestuosas que provocam vendavais intensos e chuva de granizo. Já os principais corredores propensos a tornados no território paranaense estão concentrados predominantemente nas regiões Sudoeste e Centro do estado.