Os empresários e moradores do centro de Londrina pedem a revisão da Lei Cidade Limpa. Segundo eles, a legislação atual, apesar de manter a organização visual, é um dos fatores que contribuem para o esvaziamento comercial da região ao longo dos anos. O setor propõe a flexibilização das normas para permitir o uso de tecnologias publicitárias, como painéis de LED e anúncios em paredes laterais de prédios sem janelas.
O setor publicitário local afirma que existe demanda de empresas interessadas em investir em anúncios digitais no Calçadão. Segundo o publicitário Fernando Marques, a instalação desses equipamentos traria modernidade ao centro e poderia auxiliar condomínios comerciais e residenciais, que passariam a receber aluguéis pela cessão dos espaços. Atualmente, a prática é proibida, e os responsáveis estão sujeitos a multas aplicadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina.
Além da exploração comercial, a atualização da lei prevê parcerias institucionais com a Prefeitura de Londrina. Os painéis digitais poderiam transmitir avisos de utilidade pública, campanhas educativas, informações sobre programas de recuperação fiscal e até fotos de pessoas desaparecidas. Defensores da mudança citam exemplos de cidades como Lisboa, Madri e São Paulo, que utilizam o mobiliário urbano e as fachadas de edifícios para manter o dinamismo dos centros financeiros.
A proposta de reformatar a legislação já é discutida com vereadores da Câmara Municipal de Londrina. Comerciantes argumentam que a retirada de quiosques, lanchonetes e bancas de revistas nas últimas décadas contribuiu para a queda no fluxo de consumidores. A expectativa é que a modernização visual, aliada a intervenções no mobiliário urbano, como o retorno de chafarizes e cabines telefônicas, recupere o movimento no centro e fortaleça a identidade da cidade.